Fascínio e Poder uma Leitura dos Olhos Verdes em A Estória de Lélio e Lina
Este trabalho faz parte do projeto “Coronéis, ‘coronelas’ e o sertão: a (des) estruturação do poder e do sertão em Guimarães Rosa” e tem o objetivo de traçar o perfil de uma das mulheres que possui forte significação na novela “Estória de Lélio e Lina”, inserida em No Urubuquaquá, no Pinhém, de Corpo de Baile, a Jiní. Essa personagem encena um dos grandes fenômenos da história: a progressiva libertação da mulher da condição de propriedade masculina. Assim, analisaremos, de acordo com os objetivos propostos pelo referido projeto de pesquisa, de que forma essa mulher transita de um estado patriarcal para um estado “autônomo”, a partir da qual atuará como “coronela”. Esboçaremos ainda uma análise da influencia dos olhos verdes da mulata Jiní sobre os homens do Pinhém, as metáforas e intertextualidades estabelecidas através destes na narrativa, tendo em vista que a Jiní, com sua pele cor de violeta e seus olhos verdes, encanta de maneira avassaladora os homens que estão a sua volta. Ciente de que é mercadoria desejada, Jiní se assume como tal e utiliza o próprio corpo como instrumento de libertação do jugo patriarcal.

PALAVRAS-CHAVE: Coronelismo; olhos; poder; Rosa; sertão.

pdfFascínio e Poder uma Leitura dos Olhos Verdes em A Estória de Lélio e Lina – Hélen Cristina Pereira Rocha e Telma Borges da Silva.pdf